Prova A

  Portugus
  01. Ache a palavra que recebeu o acento grfico indevidamente:
  a ( ) apazigem ; pr ; plo ; platia
  b ( ) blis ; mausolus ; compl ; refns
  c ( ) dem ; co ; nico ; banha
  d ( ) argi ; m ; mrtir ; fasca
  e ( ) frum ; juza ; averiges

  02. Que par de palavras abaixo perde o acento grfico na formao do plural?
  a ( ) carter ; pra 
  b ( ) hfen ; reprter 
  c ( ) vintm ; egpcio
  d ( ) mtuo ; trceps
  e ( ) gs ; lbum

  03. Indique a alternativa em que o exemplo dado no corresponde  figura de 
  sintaxe ao lado:
  a ( ) "O sacrifcio, faremos: a vitria, alcanaremos." (anstrofe)
  b ( ) "Suspira, e chora, e geme, e sofre, e sua..." (polissndeto)
  c ( ) "O prmio foi conseguido e o prisioneiro, solto." (silepse de pessoa)
  d ( ) "Os trs reis orientais, ...  tradio da igreja que um era preto." 
    (anacoluto)
  e ( ) "Vi claramente visto o lume vivo." (pleonasmo)
 
  04. Classifique a figura presente no texto abaixo:
  "Foi por ti que num sonho de ventura / A flor da mocidade consumi." (lvares 
  de Azevedo)
  a ( ) hiprbato d ( ) aliterao
  b ( ) anstrofe e ( ) zeugma
  c ( ) snquise
 
  05. Ache a frase que se completa corretamente com eu:
  a ( ) No h desentendimento entre __ e ti.
  b ( ) Deixem __ explicar-lhes o que aconteceu.
  c ( ) Isto  para __ fazer.
  d ( ) Ela encontrou __ na praa.
  e ( ) Irs at __.
 
  06. Indique o uso inadequado do pronome demonstrativo:
  a ( ) A menina era tal qual os avs.
  b ( ) Vencer depende destes fatores: rapidez e segurana.
  c ( ) Valentino foi o maior ator daquela poca.
  d ( ) Foi preso em 1955 e j saiu nesse ano
  e ( ) Escrevo esta carta para vires.
 
  07. Identifique o item que se completa adequadamente com :
  a ( ) No __ nada que possa me prejudicar.
  b ( ) As lgrimas caam uma __ uma de seu rosto cansado.
  c ( ) __ momentos em que nos faltam palavras.
  d ( ) Ele fez uma descrio __ Guimares Rosa.
  e ( ) Estamos __ dois dias do incio dos exames.
 
  08. Mostre onde h erro de concordncia nominal:
  a ( )  permitida a permanncia de alunos.
  b ( ) A lista de ofertas vai anexa ao pacote.
  c ( ) Os gneros alimentcios esto caros no Brasil.
  d ( ) Estou quite com todos vocs.
  e ( ) A porta est meia aberta.
 
 09. Encontre a nica alternativa sem erro de concordncia verbal:
  a ( ) Precisam-se de cartas de apresentao.
  b ( ) Exigia-se fotos coloridas e pagamento de taxa.
  c ( ) Na festinha, bebeu-se dzias de refrigerantes.
  d ( ) Fazem oito anos que nos vimos pela ltima vez.
  e ( ) Os assuntos que importava discutir no foram mencionados.
  10. D o significado da frase abaixo:
  Embora fosse um professor incipiente, falava um ingls estreme. 
    a ( ) Embora fosse um professor principiante, falava um ingls genuno.
    b ( ) Embora fosse um professor ignorante, falava um ingls puro.
    c ( ) Embora fosse um professor relapso, falava um ingls fluente.
    d ( ) Embora fosse um professor provisrio, falava um ingls excelente.
    e ( ) Embora fosse um professor substituto, falava um ingls de nativo.

  11. Que alternativa apresenta conjuno subordinativa integrante:
  a ( ) Caso precise sair, deixe o recado na porta.
  b ( ) Tudo aconteceu como havamos previsto.
  c ( ) No sei se devo dizer-lhe toda a verdade.
  d ( ) Como ele insistisse, resolvi aceitar o convite.
  e ( ) O julgamento, como se v, era muito parcial.

  12. Os superlativos absolutos sintticos de doce, mido, amvel e fiel so 
  respectivamente:
  a ( ) docssimo ; minsculo ; amabilssimo ; fidelssimo
  b ( ) docrrimo ; minutsssimo ; amavelssimo ; fielssimo
  c ( ) dulcssimo ; minsculo ; ambil ; filimo
  d ( ) dulcssimo ; minutssimo ; amabilssimo ; fidelssimo
  e ( ) docssimo ; miudrrimo ; amablimo ; fidelssimo

  13. Complete corretamente:
  Quando os pais ______ aos filhos que se ______ das bebidas alcolicas e que 
  ______ seus passeios, muitos deles no se ______ e saram.
  a ( ) proporam ; abstessem ; revessem ; conteram
  b ( ) propuseram ; abstivessem ; revissem ; contiveram
  c ( ) proporam ; abstenham ; revejam ; contm
  d ( ) propuseram ; abstessem ; revessem ; contm
  e ( ) proporam ; abstivessem ; revissem ; conteram

  14. Analise sintaticamente a orao em destaque abaixo:
  As mos que apertei eram grosseiras e frteis.
  a ( ) orao subordinada adverbial consecutiva
  b ( ) orao subordinada adjetiva restritiva
  c ( ) orao principal
  d ( ) orao absoluta
  e ( ) orao coordenada assindtica

  15. Assinale a alternativa que contm os sinais de pontuao adequados:
    a ( ) Joo, todo sbado; segue a mesma rotina: praia; futebol; jantar em 
    famlia.
    b ( ) Joo, todo sbado, segue a mesma rotina, praia, futebol, jantar em 
    famlia.
    c ( ) Joo, todo sbado; segue a mesma rotina, praia, futebol, jantar em 
    famlia.
    d ( ) Joo, todo sbado, segue a mesma rotina: praia, futebol, jantar em 
    famlia.
    e ( ) Joo, todo sbado, segue a mesma rotina; praia, futebol, jantar em 
    famlia.

  16. Em qual das alternativas todas as palavras so substantivos?
  a ( ) Carlos ; ramalhete ; alma ; depois
  b ( ) nuvem ; beleza ; prazer ; bando
  c ( ) pelo ; gria ; perigo ; Deus
  d ( ) clebre ; maturidade ; Paulo ; lquido
  e ( ) crime; consigo ; maro ; Cairo

  17. A classe dos termos sublinhados foi indicada corretamente em todas as 
  alternativas, exceto na:
  a ( ) Um professor italiano visitou a escola. (adjetivo)
  b ( ) Chegou meu irmo, mas no o teu. (artigo)
  c ( ) Ele ainda no me devolveu o livro. (pronome oblquo)
  d ( ) Ele escreve muito bem. (substantivo)
  e ( ) A sua pesquisa  clara e objetiva. (conjuno)

  18. Marque a alternativa onde o destaque no  adjunto adnominal:
  a ( ) Voltaremos cedo para casa.
  b ( ) Ele  um moo de bom corao.
  c ( ) O sol da manh iluminava a montanha.
  d ( ) Cuidado com esse prato de vidro.
  e ( ) Algumas pessoas andavam pelas ruas.

  19. Assinale onde a orao em destaque  subordinada substantiva subjetiva:
  a ( ) O certo  no insistir nessa idia.
  b ( )  possvel terminar o trabalho mais cedo?
  c ( ) Ele se destacou lutando pelo direito dos pobres.
  d ( ) Cumprida a misso, volte ao acampamento.
  e ( ) A felicidade consiste em no sofrer.

  20. Onde est o vocbulo erradamente grafado?
  a ( ) anti-sptico ; concelho ; bicarbonato
  b ( ) digladiar ; desmazelo ; excremento
  c ( ) mexerica ; fascnora ; herbvoro
  d ( ) reteno ; pegajento ; verossimilhana
  e ( ) xifpagos ; sucinto ; ssia

  Conhecimentos

  21. O Estatuto da Criana e do Adolescente, implantado pela Lei 8.069/90:
    a ( )  um retrocesso no paradigma de atuao com crianas e adolescentes, 
    dada a avanada concepo do Cdigo de Menores, atualmente abandonado
    b ( ) garante a impunidade de crianas e adolescentes autores de atos 
    infracionais, representando um atraso em questes de legalidade
    c ( ) representa uma ruptura com o tratamento punitivo de crianas e 
    adolescentes e a afirmao de uma lgica de proteo integral, expressando 
    um avano civilizatrio
    d ( ) deve ser revisto, para adequ-lo  realidade dos anos 90, na realidade 
    brasileira, em que o Estado no mais pode se responsabilizar por polticas 
    sociais
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  22. A poltica social brasileira, segundo Maria do Carmo Brant de Carvalho:
    a ( )  um exemplo tpico de welfare state, garantindo os direitos sociais  
    populao, especialmente crianas e adolescentes, desde o ps guerra 
    b ( ) com a Constituio de 1988, adotou como diretrizes: a universalidade e 
    a descentralizao poltico-administrativa
    c ( ) ao universalizar direitos, garantindo a todos o acesso  sade e  
    educao, no estimula o interesse pelo trabalho 
    d ( ) nunca garantiu direitos universais,  sociedade como um todo, mas 
    sempre privilegiou crianas e adolescentes, assim como os idosos
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  23. O Estatuto da Criana e do Adolescente prope-se:
    a ( ) a garantir a proteo integral  criana e ao adolescente
    b ( ) a garantir a proteo integral apenas  criana e ao adolescente 
    portadores de deficincias
    c ( ) a eliminar a pobreza e as desigualdades sociais inter-regionais
    d ( ) a garantir os mnimos sociais s crianas e adolescentes e aos seus 
    familiares
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  24. O Estatuto da Criana e do Adolescente considera por criana e por 
  adolescente, respectivamente:
    a ( ) a pessoa at doze anos incompletos, e a pessoa entre doze e vinte e um 
    anos 
    b ( ) a pessoa at quatorze anos incompletos , e a pessoa entre quatorze e 
    vinte e um anos 
    c ( ) a pessoa at doze anos incompletos, e a pessoa entre doze e dezoito 
    anos
    d ( ) a pessoa at quatorze anos incompletos, e a pessoa entre quatorze e 
    dezoito anos
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  25. O Estatuto da Criana e do Adolescente afirma que a efetivao dos 
  direitos referentes  vida,  sade,  alimentao,  educao, ao esporte, ao 
  lazer,  profissionalizao,  cultura,  dignidade, ao respeito,  liberdade 
  e  convivncia familiar e comunitria, deve ser garantida a toda criana e 
  adolescente:
  a ( ) por sua famlia 
  b ( ) pelo Estado 
    c ( ) pela famlia, a comunidade, a sociedade em geral e o Poder Pblico
  d ( ) a famlia, a comunidade e a sociedade civil
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  26. O ptrio poder, na perspectiva da justia brasileira:
    a ( ) s deve ser decretada judicialmente sua perda ou suspenso, em 
    procedimento contraditrio, em casos previstos na lei 
    b ( ) deve ser exercido pelo pai e pela me, com supremacia da me
    c ( ) deve ser suspenso quando h falta ou carncia de recursos materiais na 
    famlia 
    d ( ) deve ser exercido pelo pai que  a pessoa responsvel pela manuteno 
    dos filhos
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  27. Internacionalmente, h uma discusso sobre o trabalho infantil, 
  condenando-o e impondo sanes a empresas que buscam o aumento de seus lucros 
  empregando crianas e adolescentes, com salrios inferiores aos adultos, e 
  submetendo-os a condies de trabalho degradantes. No Brasil h um movimento 
  que distingue as empresas amigas das crianas, ou seja as que no admitem 
  prticas de explorao do trabalho infantil. O Estatuto da Criana e do 
  Adolescente considera que:
    a ( )  permitido o trabalho de crianas de qualquer faixa etria, desde que 
    sejam garantidas medidas de proteo aos pequenos trabalhadores
    b ( ) o trabalho noturno  permitido aos adolescentes, em qualquer 
    circunstncia
    c ( )  proibido o trabalho a menores de quatorze anos, exceto na condio 
    de aprendiz
    d ( ) ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, no so devidos os 
    direitos trabalhistas e previdencirios
    e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  28. A colocao da criana ou adolescente em famlia substituta  uma das 
  opes possveis, no sentido de contribuir para que crianas rfs ou cujas 
  famlias no possam cri-las , tenham a chance de crescer em ambientes mais 
  favorveis ao seu desenvolvimento. Pode se concretizar de diferentes formas:
    a ( ) atravs da guarda, obrigando a famlia apenas  prestao de 
    assistncia material  criana ou adolescente 
    b ( ) como adoo, se o adotando tiver at dezoito anos, garantindo-lhe a 
    condio de filho dos adotantes
    c ( ) como doao da criana a famlias estrangeiras economicamente estveis
    d ( ) como tutela, implicando o dever de guarda, tendo como condio 
    necessria que os pais da criana ou adolescente tenham falecido
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  29. Atualmente considera-se que a criana tem seu lugar na sociedade, 
  compreendida como um ser em desenvolvimento, o que nem sempre foi considerado. 
  Viviane Guerra aponta que inmeras formas de violncia contra as crianas 
  foram registradas em diferentes tempos e espaos. Hoje em dia discute-se que 
  no espao domstico muitas violncias so cometidas. Entre as formas de 
  violncia que os pais podem exercer contra os filhos : 
    a ( ) temos a violncia fsica, com o uso da fora fsica para demonstrar a 
    autoridade no mbito familiar
    b ( ) no se pode considerar a violncia sexual, pois atos sexuais no podem 
    concretizar-se sem a anuncia das partes envolvidas
    c ( ) a violncia psicolgica  impossvel de se caracterizar, de forma a se 
    responsabilizar criminalmente quem a pratica, dada a subjetividade implicada 
    nessas questes
    d ( ) temos a negligncia, que se configura pela rejeio da criana pelos 
    adultos
    e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  30. De acordo com o Estatuto da Criana e do Adolescente, as denncias de maus 
  tratos a crianas e adolescentes, assim como de negligncia, devem ser 
  encaminhadas:
  a ( )  delegacia policial da jurisdio especfica
    b ( ) ao Conselho Regional de Servio Social ou ao Conselho de Assistncia 
    Social
    c ( ) ao Conselho Estadual de Sade
    d ( ) ao Conselho Tutelar, nos municpios onde existir, ou ao Conselho de 
    Defesa dos Direitos da Criana e do Adolescente
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  31. O assistente social atua na rea da criana e do adolescente, vinculado  
  instituies pblicas ou privadas. A realidade institucional, na perspectiva 
  de Vicente Faleiros, exerce uma influncia no trabalho do profissional, pois 
  nela: 
    a ( ) sempre predomina uma orientao assistencialista, que impede os 
    usurios de exigir seus direitos
    b ( ) consegue-se garantir a neutralidade necessria  atuao profissional 
    do assistente social
    c ( ) o assistente social fica limitado pela burocracia e pelo formalismo, 
    sendo impedido de atuar profissionalmente
    d ( ) o assistente social deve identificar a correlao de foras vigente de 
    forma a contribuir para o atendimento das demandas dos usurios
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  32. O Estatuto da Criana e do Adolescente estabelece as linhas de ao da 
  poltica de atendimento  criana e ao adolescente, entre as quais podemos 
  apontar: 
  a ( ) servios de preveno a acidentes domsticos
  b ( ) polticas sociais bsicas, polticas e programas de assistncia social
  c ( ) servio de identificao e localizao de pais desaparecidos
  d ( ) proteo policial s crianas vtimas de abandono
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  33. Na questo da adoo, segundo Maldonado,  fundamental:
    a ( ) evitar exigncias formais, legais e tcnicas, pois o carinho e a 
    vontade de adotar superam qualquer problema
    b ( ) construir uma rede de apoio, envolvendo as famlias dispostas a adotar 
    e profissionais que trabalham na rea
    c ( ) afastar imediatamente a criana a ser adotada de seus pais biolgicos, 
    quando estes existirem, para prevenir problemas psicolgicos nas crianas
    d ( ) reconhecer que a famlia de adoo, nos dias de hoje, j no mais  
    objeto de preconceitos e vergonha
    e ( ) nenhuma das respostas anteriores
  
34. A composio do Conselho de Defesa de Direitos da Criana e do 
  Adolescente, seja no mbito federal, estadual ou municipal, deve ser feita:
    a ( ) apenas por representantes no governamentais, para assegurar sua 
    neutralidade
    b ( ) por representantes governamentais e no governamentais, com maioria 
    dos primeiros
    c ( ) garantindo a participao popular por meio de organizaes 
    representativas, paritrias em relao ao segmento governamental
    d ( ) assegurando a participao paritria de gnero
    e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  35. As entidades de atendimento s crianas e adolescentes, responsveis pelo 
  planejamento e execuo de programas de proteo e scio-educativos a eles 
  destinados, para funcionar devem:
    a ( ) estar registradas no Conselho Municipal de Direitos da Criana e do 
    Adolescente, bem como ter a aprovao de seus programas pelo mesmo conselho
    b ( ) estar registradas no Conselho Municipal de Assistncia Social
    c ( ) estar registradas no Conselho Municipal de Direitos da Criana e do 
    Adolescente, no Conselho Tutelar e junto  autoridade judiciria local
    d ( ) ter aprovao de seus programas pelo Conselho de Assistncia Social
    e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  36. De acordo com as diretrizes do Estatuto da Criana e do Adolescente:
    a ( ) o adolescente flagrado em ato infracional grave, deve ser encaminhado 
    sem algema ou qualquer modalidade vexatria, em veculo comum, at a 
    autoridade policial especializada
    b ( ) nenhum adolescente pode ser privado de sua liberdade, seja qual for a 
    situao ou ato infracional cometido
    c ( ) o adolescente apreendido em flagrante de ato infracional grave, deve 
    ser mantido preso, mesmo que junto a outros presos comuns
    d ( ) se o adolescente for apreendido em flagrante de ato infracional, deve 
    ser imediatamente levado  repartio policial mais prxima
    e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  37. A autoridade competente poder aplicar ao adolescente culpado de ato 
  infracional, uma destas medidas:
    a ( ) a internao, medida privativa da liberdade, que pode estender-se at 
    o prazo mximo de dez anos
    b ( ) a prestao de servios  comunidade, em que o adolescente  
    responsvel pela realizao de tarefas gratuitas de interesse geral, junto a 
    entidades assistenciais, hospitais, escolas ou programas comunitrios
    c ( ) a semiliberdade, consistindo na designao de pessoa para acompanhar a 
    criana ou adolescente, em todos os seus atos, por um prazo mnimo de seis 
    meses
    d ( ) liberdade assistida, que consiste numa forma de transio entre o 
    aprisionamento e o meio aberto
    e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  38. Vicente Faleiros, ao discutir o paradigma da articulao no livro Saber 
  Profissional e Poder Institucional, afirma que, nesta tica:
    a ( ) considera-se que o dilogo com os movimentos sociais pode fragilizar a 
    ao profissional
    b ( ) exige-se a anlise conjuntural da correlao de foras, de forma a se 
    avaliar a mobilizao social existente, com o objetivo de pressionar os 
    rgos pblicos para o atendimento das demandas da sociedade civil
    c ( ) os mecanismos repressivos existentes no interior das instituies, 
    podem ser revertidos atravs de atividades culturais e cvicas
    d ( )  essencial guiar-se pelos objetivos institucionais, pois  nesse 
    mbito que os problemas sociais sero solucionados
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  39. Regina Mioto analisa a famlia, defendendo a perspectiva que:
    a ( ) predomina atualmente a idia de famlia como um grupo natural, calcado 
    na essncia biolgica do homem
    b ( ) o modelo de famlia que ainda vigora em nossos dias - monogmica e 
    patrilinear, existe desde os tempos da caverna
    c ( ) a famlia deve ser compreendida enquanto um fato cultural, 
    historicamente condicionado
    d ( ) a famlia monogmica e patrilinear expressa a forma natural das 
    famlias
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  40. Mioto analisa as famlias, considerando que:
  a ( ) so um espao a priori de felicidade
    b ( ) a dinmica relacional estabelecida em cada famlia pode se constituir 
    tanto num espao de felicidade como de infelicidade
    c ( ) o locus privilegiado de produo de toda doena mental
    d ( ) um espao que sempre oferece refgio seguro para a formao dos 
    indivduos
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  41. A famlia brasileira dos anos 90, segundo Regina Mioto, com base em dados 
  da PNAD - Pesquisa Nacional por Amostras de Domiclios, do IBGE, tem sua 
  configurao marcada por determinadas caractersticas populacionais, entre as 
  quais: 
  a ( ) aumento do nmero de filhos por famlias
  b ( ) diminuio da co-habitao e da unio no legalizada
  c ( ) aumento da concepo em idade precoce
    d ( ) predomnio de famlias monoparentais, com predominncia de mulheres 
    chefes de famlia
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  42. Para Evaldo Vieira, o idia de sociedade civil est ligada ao pensamento 
  liberal, ganhando projeo no sculo XVIII, representando a sociedade dos 
  "cidados", palavra que se contrape  palavra "sditos". Neste sculo em que 
  vivemos, cidadania:
  a ( ) representa igualdade jurdica e econmica
    b ( ) representa pessoas iguais em direitos e no pessoas iguais em situao 
    social e econmica
  c ( ) igualdade social, igualdade real sob o capitalismo
  d ( ) s pode existir se o Estado for suprimido.
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  43. Ao analisar a descentralizao na realidade brasileira, referindo-se  
  possibilidade de participao da sociedade civil na gesto das polticas 
  setoriais, Evaldo Vieira alerta que:
    a ( ) em nosso pas, o localismo tem dado vida  ditadura do cl parental,  
    oligarquia, e no ao direito local, sendo necessria muita ateno aos 
    mecanismos participativos de gesto
    b ( ) para que o controle social se efetive atravs dos conselhos,  preciso 
    que eles sejam absorvidos pela burocracia, transformando-se em rgos de 
    encaminhamentos de decises
    c ( ) em nosso pas, como em toda a Amrica Latina, os maiores avanos no 
    controle social ocorrem no mbito local, pela presso social sobre o poder 
    municipal
    d ( ) os conselhos locais, dada sua forma paritria de constituio, esto 
    imunes ao clientelismo
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  44. Carmelita Yasbek analisa a realidade brasileira recente, considerando que 
  " um longo caminho nos separa de uma necessria redistribuio de renda e da 
  constituio de polticas que se voltem s demandas sociais dos grandes 
  contingentes esmagados pela pobreza", o que se confirma :
    a ( ) na afirmao de que a pobreza na Regio Metropolitana de So Paulo 
    reduziu-se drasticamente, diante da implantao de polticas sociais
    b ( ) atravs de dados como os do IBGE, que apontava, ao final dos anos 80, 
    que apenas os 1% mais ricos concentravam 15,9% da renda nacional do trabalho
    c ( ) com as informaes sobre o crescimento do emprego rural em todo o pas
    d ( ) ao se reconhecer que apenas 2% da populao brasileira vive em 
    condies de indigncia, ganhando menos que um quarto do salrio mnimo
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  45. Diante do quadro de pobreza existente em nosso pas, Regina Mioto 
  considera que:
    a ( ) as polticas sociais no tm importncia para o cotidiano da vida 
    familiar, pois no conseguem garantir condies objetivas de sobrevivncia
    b ( ) seria necessrio o atendimento das dificuldades individuais das 
    famlias pobres, ao invs do tratamento atravs de polticas sociais
    c ( ) as instituies pblicas de ateno s famlias devem privilegiar o 
    enfoque dos problemas dos indivduos dentro das famlias, pois eles so os 
    responsveis pela pobreza do conjunto
    d ( )  necessrio articular e integrar as polticas setoriais, para que 
    possam facilitar e melhorar a qualidade de vida das famlias
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  46. Entre as atribuies do Conselho Tutelar, rgo permanente e autnomo, no 
  jurisdicional, temos:
    a ( ) receber representao do Ministrio Pblico, para efeito de perda ou 
    suspenso do ptrio poder
    b ( ) atender e aconselhar os pais ou responsveis, aplicando medidas como o 
    encaminhamento a programa oficial ou comunitrio de promoo  famlia
    c ( ) conceder certides de nascimento e de bito de criana ou adolescente, 
    quando necessrio
    d ( ) deliberar sobre as medidas aplicveis ao adolescente infrator
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  47. A Justia da Infncia e da Adolescncia  competente para:
    a ( ) definir as penalidades administrativas nos casos de infraes contra 
    norma de proteo a crianas e adolescentes
    b ( ) conceder ajuda de custo para manuteno de famlias pobres
    c ( ) deliberar sobre as prioridades da poltica nacional de atendimento  
    criana e ao adolescente
    d ( ) elaborar a proposta oramentria referente  poltica de atendimento 
    dos direitos da criana e do adolescente
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  48. O Ministrio Pblico tem grande importncia para a poltica de defesa dos 
  direitos da criana e do adolescente. Entre suas competncias temos:
    a ( ) prender o adolescente que realizar ato infracional, para garantir sua 
    segurana
    b ( ) definir os recursos oramentrios que devem ser destacados para a 
    poltica de proteo  infncia e adolescncia
    c ( ) proteger os interesses individuais, difusos ou coletivos relativos  
    infncia e  adolescncia, atravs da abertura de inqurito ou ao pblica, 
    quando necessrio
    d ( ) conceder a emancipao  criana ou adolescente, nos termos da lei 
    civil, quando os pais tiverem mortos ou desaparecidos
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  49. A priorizao da famlia nas polticas sociais brasileiras exige a 
  concretizao de:
    a ( ) de programas de trabalho para crianas e adolescentes, para que possam 
    contribuir para a renda familiar
    b ( ) programas de treinamento familiar, fundamentados em teorias 
    psicolgicas behaviriostas, para preparar pais e mes para a tarefa de 
    educar seus filhos
    c ( ) programas de gerao de emprego e renda, de complementao da renda 
    familiar, e a criao de uma rede de servios comunitrios de apoio 
    psicossocial
    d ( ) programas de controle de natalidade, desestimulando famlias numerosas 
    atravs de pesados impostos
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  50. A entrevista em Servio Social, fundamentada numa perspectiva 
  fenomenolgica, caracteriza-se:
    a ( ) pelo dilogo entre o assistente social e o entrevistado, na busca da 
    compreenso da situao existencial problema
    b ( ) pela ausncia de dilogo entre profissional e entrevistado, o qual 
    deve restringir-se  exposio dos fatos objeto de estudo 
    c ( ) pela anlise das contradies sociais, geradas no modo de produo 
    capitalista
    d ( ) pela investigao das disfunes vivenciadas pelo entrevistado, de 
    modo a corrigi-las e garantir o bom funcionamento social
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  51. Carmelita Yasbek considera que o Servio Social:
    a ( ) na realidade brasileira atual, deve trabalhar na perspectiva de 
    transformao social, atendendo aos ditames da reconceituao
    b ( ) atua na relao do Estado com os setores excludos e subalternizados, 
    mediando polticas sociais e assisten-ciais, na concretizao da tarefa 
    reguladora do Estado 
    c ( ) est perdendo postos de trabalho nas ltimas dcadas, em razo da 
    diminuio das desigualdades sociais na realidade brasileira
    d ( ) deve propiciar o ajustamento dos setores excludos e subalternizados 
    s mudanas do mundo do trabalho
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores 

  52. O Estatuto da Criana e do Adolescente, em relao  adoo determina que:
    a ( ) os filhos por adoo, nunca podem ter os mesmos direitos e 
    qualificaes que os filhos havidos na relao do casamento
    b ( ) somente os maiores de vinte e um anos, casados no civil, podem adotar
    c ( ) o adotante deve ser, pelo menos, vinte anos mais velho que o adotando 
    d ( ) a adoo pode ser feita por ambos os cnjuges ou concubinos, desde que 
    um deles tenha mais de vinte e um anos e se comprove a estabilidade da 
    famlia 
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  53. Pela Lei Orgnica da Assistncia Social - LOAS - a assistncia social tem 
  como pblico-alvo:
    a ( ) exclusivamente crianas e adolescentes portadores de deficincias
    b ( ) as famlias carentes moradoras dos grandes centros urbanos
    c ( ) crianas e adolescentes carentes, as famlia, as mes, e os idosos
  d ( ) crianas e adolescentes autores de atos infracionais
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  54. As diretrizes da poltica de assistncia social, na perspectiva da Lei 
  Orgnica da Assistncia Social - LOAS , so:
    a ( ) descentralizao, primazia da responsabilidade do Estado na conduo 
    da poltica de assistncia social, acesso aos servios assistenciais 
    dependente da contribuio do usurio
    b ( ) centralizao das decises a nvel do Governo Federal, participao da 
    populao e primazia da responsabilidade do Estado na conduo da poltica 
    de assistncia social
    c ( ) descentralizao, participao da populao e exclusividade da 
    interveno do Estado na execuo das aes assistenciais
    d ( ) descentralizao, participao da populao e primazia da 
    responsabilidade do Estado na conduo da poltica de assistncia social
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  55. Compete aos municpios, no que se refere  assistncia social, nos termos 
  da Lei Orgnica da Assistncia Social:
    a ( ) exigir do Governo Federal as aes assistenciais de carter 
emergencial
    b ( ) apoiar tcnica e financeiramente os programas assistenciais de mbito 
    estadual
    c ( ) realizar a concesso e manuteno dos benefcios de prestao 
    continuada
    d ( ) executar projetos de enfrentamento da pobreza, inclusive com a 
    parceria de organizaes da sociedade civil
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  56. Os Conselhos Municipais de Direitos da Criana e do Adolescente:
    a ( ) so rgos deliberativos e de controle da poltica de atendimento  
    criana e adolescente, em seu mbito de atuao
    b ( ) so rgos executores das medidas de proteo  criana ou adolescente
    c ( ) so rgos burocrticos, de registrar, para fins de reconhecimento de 
    filantropia, as entidades que trabalham com crianas e adolescentes
    d ( ) so rgos que expedem certides de nascimento e de bito de crianas 
    e adolescentes
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  57. O assistente social, atravs de sua atuao intermediando programas 
  sociais, inclusive nas prticas forenses, pode contribuir para a ruptura de 
  uma cultura de tutela, vigente na relao com os segmentos subalternizados da 
  sociedade brasileira, se:
    a ( ) desenvolver uma atitude crtica em relao aos subalternizados, 
    identificando suas estratgias de falseamento de sua situao de pobreza
    b ( ) garantir a manuteno de programas focalistas, exclusivamente voltados 
    para os casos de indigncia, mas sempre na perspectiva de induo ao 
trabalho
    c ( ) privilegiar uma ao pautada na defesa dos valores individualistas, 
    burgueses, estimulando cada famlia a atuar para seu prprio crescimento
    d ( ) criar condies efetivas de participao dos usurios na gesto e 
    controle dos servios que produz e opera
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  58. O assistente social tem uma importante colaborao a dar ao trabalho da 
  equipe, no que se refere s diversas situaes envolvendo crianas e 
  adolescentes, que exigem um pronunciamento dos rgos do Judicirio:
    a ( ) realizando estudo social envolvendo as famlias, ouvindo as crianas e 
    adolescentes, e contribuindo para a construo de um diagnstico que 
    subsidie as decises do Juiz de Direito
    b ( ) elaborando estudo social e diagnstico sigilosos, sem permitir 
    qualquer interferncia de outros profissionais
    c ( ) decidindo o que deve ser feito com relao s crianas e adolescentes, 
    aps ouvir as autoridades relacionadas
    d ( ) realizando o diagnstico social e a interveno correspondente, 
    segundo sua prpria avaliao, independentemente da deciso judicial sobre 
    cada caso
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores

  59. A internao de adolescente autor de ato infracional, indicada pela 
  autoridade judicial, deve obedecer algumas regras, previstas no Estatuto da 
  Criana e do Adolescente:
    a ( ) no pode permanecer internado na cidade onde cometeu o ato 
    infracional, mesmo que seja onde residam seus pais
    b ( ) so obrigatrias as atividades pedaggicas
    c ( ) o adolescente perde o direito de avistar-se reservadamente com seu 
    defensor
    d ( ) somente so permitidas visitas uma vez a cada seis meses
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores 

  60. A lei de regulamentao da profisso de assistente social - Lei 8.662, de 
  7 de junho de 1993, define como atribuio privativa deste profissional:
    a ( ) realizar vistorias, percias tcnicas, laudos periciais, informaes e 
    pareceres sobre a matria de Servio Social
    b ( ) encaminhar providncias e prestar orientao social a indivduos, 
    grupos e  populao
    c ( ) elaborar, implementar, executar e avaliar polticas sociais
    d ( ) planejar, organizar e administrar benefcios e servios sociais
  e ( ) nenhuma das respostas anteriores


GABARITO

01-C	21-C	41-C
02-A	22-B	42-B
03-C	23-A	43-A
04-B	24-C	44-B
05-C	25-C	45-D
06-A	26-A	46-B
07-D	27-D	47-A
08-E	28-B	48-C
09-E	29-A	49-C
10-A	30-D	50-A
11-C	31-D	51-B
12-D	32-B	52-D
13-B	33-B	53-C
14-C	34-C	54-D
15-D	35-A	55-D
16-B	36-A	56-A
17-D	37-B	57-D
18-A	38-B	58-A
19-B	39-C	59-B
20-C	40-B	60-A
